O SUS agora garante a vacina contra o HPV para mulheres que realizaram cirurgias (como CAF ou Conização) para lesões de alto grau (NIC 2+ e AIS). Entenda por que essa é a estratégia definitiva para o seu bem-estar e segurança.
A infecção pelo papilomavírus humano (HPV) é um grave problema de saúde pública. Somente no Brasil, o câncer do colo do útero é o terceiro tumor mais incidente, com cerca de 17 mil novos casos e 7 mil óbitos anuais.
Destes casos, os genótipos oncogênicos (especialmente os tipos 16 e 18) são os grandes responsáveis por mais de 71% dos cânceres associados ao vírus. Eles geram as lesões precursoras de alto grau (NIC II, NIC III e AIS) que precisam de tratamento cirúrgico imediato.
Novos casos anuais de câncer do colo do útero no mundo.
Dos casos são causados diretamente pelos subtipos HPV 16 e 18.
Risco de Persistência ou Retorno
Estudos demonstram que até 17% das mulheres submetidas a procedimentos excisionais (retirada da lesão) apresentam o retorno da doença ao longo do tempo.
Risco prolongado por mais de 25 anos após o tratamento inicial.
A cirurgia minimamente invasiva (como a Conização ou LEEP/CAF) é excelente para remover a lesão existente. No entanto, ela não elimina o vírus HPV do organismo da mulher.
Se a lesão voltar, procedimentos cirúrgicos repetidos no colo do útero aumentam drasticamente o risco de complicações severas no futuro, incluindo:
A vacinação atua como uma barreira preventiva definitiva, reduzindo drasticamente o risco da doença voltar.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) incluiu esse público-alvo com base em evidências científicas irrefutáveis e experiências de sucesso absoluto em países como Espanha, Irlanda e Chile.
Mulheres tratadas por lesões intraepiteliais cervicais de alto grau (NIC 2+ e AIS), independentemente da idade.
São administradas três doses (nos meses 0, 2 e 6). Idealmente, a primeira dose deve ocorrer no mesmo ano da cirurgia ou em até 12 meses após o tratamento.
Garantido nas unidades de vacinação do SUS, sendo obrigatória a apresentação de prescrição médica constando o diagnóstico correto (CID).
Através da Colposcopia e biópsia, avaliamos e confirmamos detalhadamente a presença de lesões de alto grau no colo do útero.
Realização de cirurgia minimamente invasiva segura (como CAF, LEEP ou Conização) visando a remoção completa da lesão e preservação anatômica.
Em consulta pós-operatória de acompanhamento, o Dr. Eduardo avalia sua recuperação e emite o laudo e a receita médica específica (com CID) exigida pelo SUS.
Com a documentação em mãos, você inicia o esquema vacinal (meses 0, 2 e 6) nas unidades de saúde, quebrando o ciclo do vírus e garantindo proteção duradoura.
"O tratamento do HPV não termina no centro cirúrgico. Unir a precisão da cirurgia minimamente invasiva à vacinação pós-tratamento nos permite oferecer não apenas a cura momentânea, mas uma proteção e tranquilidade duradouras para a vida das nossas pacientes."
CRM/PR 26.850 - RQE 3088
Especialista em Colposcopia, Patologia do Trato Genital Inferior, Oncoginecologia e Cirurgia Minimamente Invasiva (Hospital Sírio-Libanês).
Dê o próximo passo. Agende sua consulta para avaliarmos seus exames, planejar seu acompanhamento com precisão e providenciar a documentação médica necessária.
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